O que o Whole 30 me ensinou sobre planejamento e organização

Início de ano sempre dou uma priorizada na minha saúde física, um pouco pela energia de renovação do novo ano e bastante pela culpa dos exageros do final do ano rsrs.

Esse ano escolhi começar fazendo o Whole 30 – um programa de mudança na relação com a comida americano que se popularizou por aqui graças ao pessoal do crossfit – e depois voltar a fazer academia.

O Whole é diferente de uma dieta comum, pois tem um tempo determinado (30 dias) e restringe a gama de alimentos que consumimos aos naturais – frutas, legumes, verduras, proteínas e castanhas – falando de forma muito resumida, e depois nos leva a experimentar os grupos alimentares isoladamente e assim conseguimos perceber os efeitos de cada um em nosso organismo.

E então, além do desafio de me alimentar de uma forma totalmente nova e sem alguns alimentos muito presentes na minha alimentação até então, me vi diante de um outro grande desafio: planejar TODAS as minhas refeições.

No programa os grupos alimentares permitidos devem estar presente em todas as refeições e me vi tendo de pensar com antecedência em todas as refeições do dia seguinte, da semana toda. Algo novo para mim atualmente, já que levo almoço para o trabalho e é minha mãe quem cozinha. Até então era só colocar na marmita o que ela tivesse feito, agora precisava dizer a ela o que eu ía querer levar nos próximos 02, 03 dias.

Precisei também avaliar e planejar as refeições que levaria de manhã de acordo com a minha rotina (que é não ter rotina rsrs) já que a possibilidade de flexibilidade para comer na rua ou onde eu fosse era bem limitada. Então, se fosse voltar pra casa tarde da noite precisava levar todas as refeições do dia comigo. Sempre avaliando a variedade para não correr o risco de gerar deficiência de alguma vitamina ou nutriente durante o programa. Ou seja, eram muitas variáveis envolvidas.

Aprendi muito nesses 30 dias, sobre mim, sobre padrões de comportamento, sobre alimentação, sobre organização e sobre planejamento. E é sobre esses dois últimos que quero dividir com vocês hoje.

Depois posso fazer um outro texto com outros detalhes, se quiser saber mais me fala nos comentários 😉

minha perda de peso no programa (para te inspirar)

Planejamento

Como disse, me deparei com a necessidade de planejar essa área de uma forma que nunca tinha feito antes. E olha que já fiz dieta com acompanhamento de nutricionista quando morava sozinha.

E agora pude perceber o quão importante é planejar as nossas refeições, independente de estar em uma dieta ou não, e é algo que raramente fazemos. E venho refletindo como muito do excesso de peso vem disso, de não ter um plano para nos alimentar e simplesmente comemos o que tiver ou aparecer e aí.

E não estou falando aqui só das compras de supermercado ou de pensar o que e quando vai cozinhar não, mesmo reconhecendo que isso é parte fundamental de um bom planejamento. E era o que eu achava suficiente quando fazia dieta.

O que aprendi me mostrou além, estou falando de pensar que tipos de alimentos irão compor cada uma de suas refeições – frutas, proteínas, fibras, gorduras boas e etc -, que os alimentos escolhidos garantam os nutrientes e vitaminas necessários ao fim do dia, que a composição das refeições não pode ter uma quantidade de calorias exagerada, que precisa conhecer os grupos alimentares e os efeitos para compor as refeições, que tem de saber a combinação que irá propiciar o melhor aproveitamento dos nutrientes, de saber o que vai precisar cozinhar e em que dias isso será necessário – ou que você terá tempo para isso -, de saber os dias em que precisará levar refeições e lanches com você pois vai estar em locais que não terá opções saudáveis, de avaliar mesmo sua agenda e tarefas para cruzar e adequar os horários de suas refeições, enfim estou falando de dedicar tempo e atenção para a alimentação. E assim ter certeza que estará fazendo as melhores escolhas para nutrir o seu corpo e não só atendendo o seu emocional ou só comendo por que precisa.

Sabe a história do “não tenho tempo”? Precisamos mudar isso na nossa alimentação, estamos nos deixando levar em uma roda viva que está nos prejudicando muito mais do que ajudando.

Você pode escolher não cozinhar em casa e se alimentar na rua ou pode escolher intercalar ou qualquer outra possibilidade, o que não pode é abrir mão de cuidar do tipo de combustível que está colocando no seu corpo e só conseguirá isso tendo clareza do que precisa e deve comer com antecedência, com consciência, sem se deixar levar pela aparência ou cheiro. Então planeje sua alimentação todos os dias, se sabe que marcou de jantar fora e que vai extrapolar já planeje as outras refeições do dia para que o jantar tenha menos impacto no seu organismo.

Organização

Na minha visão a vida precisa de um sistema de organização para acontecer de modo mais fácil e nesse caso não foi diferente. Um planejamento precisa ser bem executado e pra isso precisamos nos organizar.

Se não de nada adianta todo o planejamento, será só perda de tempo.

Com o Whole aprendi o quão é fundamental ter um mínimo de organização com a alimentação. Eu contei muito com a ajuda da minha mãe no preparo e até nas compras dos alimentos e mesmo assim tive de separar tempo para ir ao sacolão aos sábados, para ir comprar as castanhas, para montar meus muitos potinhos toda noite – com consciência do que havia planejado – e organizar os horários das refeições de acordo com as atividades do dia para não ficar horas demais sem comer, me organizar para levar comida e frutas inclusive para os eventos.

Em vez de chegar em casa e manter o automático de comer algo doce por que estava cansada e ir dormir passar a dedicar uns minutos para preparar uma salada pra levar pro trabalho no dia seguinte ou cozinhar os ovos para o café de manhã, me mostrou que quando queremos e nos organizamos, conseguimos tempo pra tudo que colocamos como prioridade. E afinal, o que pode ser mais prioridade do que cuidar da nossa saúde e do nosso corpo? Então, te convido a saber o que irá comer na sua próxima refeição e onde será feita em vez de passar no primeiro fast-food que aparecer. Te convido a saber na noite anterior (ou duas noites antes) o que irá comer no café da manhã para te nutrir, em vez de comer um monte de biscoitos/pães/ torradas por que já tinha comprado e não estraga. Tire um tempo para elaborar ou separar seus alimentos, você verá que é muito menos tempo do que imagina e os efeitos serão surpreendente.

Agora estou na fase de reintrodução dos alimentos, que haviam sido restringidos nos 30 dias, que ainda faz parte do Whole. No programa você inclui um grupo alimentar em um dia e passa dois dias no Whole antes de experimentar outro grupo.

O que vem exigindo mais planejamento dos dias de experimentar cada grupo na rotina, pois nunca se sabe os efeitos que sentirá, e mais uma vez planejamento e organização estão presentes e serão vitais para o alcance dos objetivos de conhecer os efeitos dos alimentos no meu organismo e metabolismo.

Depois conto os aprendizados dessa fase 😉

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